Drs. Daniel Sigulem e Nestor Schor


Especialistas reforçam a importância da vacina contra HPV

06/04/2014 19:08

Após ser testada em mais de um milhão de meninas nos Países Nórdicos e alguns milhões nos EUA, a vacina contra Papiloma Vírus Humano (HPV)  tem sido considerada eficaz e segura. Dos mais de 100 tipos de HPV, pelo menos 13 são responsáveis por câncer, principalmente de colo de útero, mas também de ânus, cabeça, pescoço e pênis, dentre outros.

A vacina contra quatro tipos de vírus já está disponível no Brasil e oferecida para meninas entre 11 e 13 anos pela rede do SUS, gratuitamente. Jovens, adolescentes e adultos jovens de ambos os gêneros também devem tomar a vacina, mas deve ser adquirida de forma particular, com custo elevado. Espera-se que o SUS possa estender a cobertura vacinal progressivamente para atingir ambos os gêneros e em uma faixa etária mais ampla. O Ministério da Saúde investiu até agora R$ 465 milhões na compra de 15 milhões de vacinas.

 Esta vacina é eficaz contra os vírus 16 e 18 que são responsáveis por 70% dos casos de câncer de colo de útero. Novas vacinas contra outras variedades do HPV estão em estudo e espera-se em breve estarão disponíveis no mercado.

Deve-se ficar atento que para que a prevenção seja mais completa (quase 100% de eficácia), devem-se administrar três doses, a inicial, a 2ª após dois meses da 1eira e a 3ª, após seis meses da 1eira.

Os efeitos colaterais são leves, incluindo dor local, inchaço, febre e mal-estar, porém como dito, pouco frequentes e quando ocorrem são passageiros e leves. As complicações mais severas não tem comprovação entre a enorme população vacinada, nos Países como os Estados Unidos, Canadá, Inglaterra, Austrália, dentre outros.

Fonte: Jornal do Conselho Regional de Medicina, No 312, Março de 2012, página 5.

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